Módulo 1 2017-07-18T14:26:12+00:00

Módulo 1

Temas

  1. FUNDAMENTOS. A essência do ensino cristão: A sua definição e grande alvo
  2. PRÁTICA. Ensino integral: A importância de lidar o nosso ensino para o ser completo
  3. A SUA CLASSE. Conhecer as características etárias para maximizar o nosso ensino

Duração

Seis semanas (1 semana de orientação e apresentações + 5 semanas de estudo)

Conteúdos

Semana 1. A essência do ensino: O que é ensino?

Nesta unidade, inicia-se o nosso estudo sobre o ensino. Mais especificamente, vamos debater o significado do conceito de ensino. A nossa decisão quanto ao seu significado vai influenciar tudo o que estudaremos no futuro. A razão é óbvia: a forma de definir o ensino vai influenciar a forma de entender como fazê-lo. Neste processo de debate e questionamento, queremos assumir o ponto de vista cristão e perguntar como é que a Bíblia quer influenciar a nossa perspectiva.

Semana 2. A essência do ensino: O que é o alvo do nosso ensino?

Nesta semana damos continuidade à exposição dos fundamentos que iniciámos na semana passada. Esta vez vamos focar a questão das grandes finalidades do ensino: O que queremos alcançar nos nossos alunos, ao ensiná-los? Claro que cada lição que vamos ensinar terá os seus próprios objectivos. Não é isto que estará a ser debatido aqui. Antes, o que será debatido nesta unidade é uma visão global da transformação desejada nos nossos alunos. Como é que podemos definir esta transformação?

Semana 3. Ensino integral: Os três âmbitos de aprendizagem

Nesta unidade vamos dar continuidade à questão dos grandes alvos do nosso ensino. Na última unidade falámos sobre os grandes alvos de alcançar maturidade e perfeição (no sentido neotestamentário) e de dar a volta aos resultados da queda e, assim, experimentar a restauração, a reconciliação—a vida. Estes duas ideias especificam o conceito apresentado na definição do ensino oferecida na unidade 1 para a finalidade do ensino: a “transformação positiva”. O ensino encoraja e promove estes dois aspectos da transformação positiva.

Nesta unidade vamos considerar o seguinte aspecto da definição: transformação positiva “em algum aspecto do nosso ser”. Nesta e na próxima unidade, vamos considerar dois modelos sobre o ser humano com a finalidade de ver onde é que esta transformação possa acontecer. O primeiro modelo, que será tratado aqui nesta unidade, apresenta três âmbitos de aprendizagem: o âmbito cognitivo, o âmbito afectivo e o de habilidades. Estes três chamados âmbitos representam aspectos do nosso ser onde a aprendizagem pode acontecer. Podemos pensar numa forma diferente (o âmbito cognitivo), podemos ter uma atitude ou convicção diferente (o âmbito afectivo) ou podemos aprender fazer algo (o âmbito de habilidades). Uma razão que esta matéria é importante é porque a forma que queremos ensinar para cada âmbito vai ser diferente. Por exemplo, para ajudar alguém entender algo, temos que criar actividades de aprendizagem que sejam diferentes do que no caso de ajudar alguém a criar convicções.

Semana 4. Ensino integral: Ensino holístico e as dimensões funcionais

Nesta semana damos continuidade à exposição das duas ferramentas que podemos usar para melhor entender o alvo do nosso ensino: transformação positiva em algum aspecto do nosso ser. Na unidade passada, apresentaram-se os três âmbitos de aprendizagem: cognitivo, afectivo e de habilidades. Nesta unidade vamos ver uma implicação daquela matéria para o nosso ensino. Chama-se “ensino holístico” e sugere que o nosso ensino, para ter maior efeito, deve focar nos três âmbitos e não apenas em um ou dois deles. Ou seja, é mais provável que haja transformação significativa se lidarmos com a pessoa toda.

Desta vez, vamos aprender uma outra maneira de reflectir sobre o ser humano: as dimensões funcionais e estruturais. As dimensões funcionais em particular, como veremos, são importantes para nós. Identificam as grandes áreas da nossa existência que devem ser o foco do nosso ensino: as dimensões espiritual, social, moral e vocacional.

Semana 5. O meu aluno: Conhecer as característics etárias para maximar o impacto do nosso ensino

Muito daquilo que temos estudado tem sido uma descrição dos nossos alunos. Até aqui, a nossa abordagem sobre eles tem sido genérica; ou seja, tudo o que dissemos aplica-se a qualquer um dos nossos alunos. Por exemplo, os três âmbitos de aprendizagem e as quatro dimensões funcionais descrevem-os a todos. Nesta unidade, vamos ver em que aspectos variam ao longo dos anos. Vamos estudar as características únicas dos vários grupos etários. Sabemos que uma criança é diferente de um adolescente, o qual também não será igual a um adulto. Há características diferentes em cada grupo etário. E isso traz implicações na forma como devemos abordar o nosso ensino.

Custos

  • Veja o preçário
  • Há a possibilidade de descontos para grupos da mesma igreja ou para membros de certas instituições evangélicas. Contacte-nos para mais informações (geral@teofilos.org).
O Módulo 1 não defraudou em nada as minhas expectativas. Assim que recebi informação deste Curso, fiquei atraída pelos tópicos contidos em cada um dos módulos, por abordarem algumas áreas nas quais nunca recebi formação específica e também por perceber que seria matéria de fácil aplicação no ministério, pela sua componente técnica/teórica, mas bastante prática; tornando-se uma mais valia para qualquer um que o fizesse.

Para mim, sem sombra de dúvida, a unidade que mais gostei, chegando a provocar algum furor, foi a lição 3: os três âmbitos de aprendizagem. Apesar de ter sido a unidade mais extensa a nível de informação, foi aquela que me fez refletir, quase de imediato, a respeito do meu ensino e como estava a “tocar” ou não nos âmbitos cognitivo, afectivo e de habilidades. Fiquei bastante agradada com este cuidado que devemos ter de pensar na pessoa como um todo, mas reconhecendo cada área específica do ser humano que precisa ser focado e aplicados alguns princípios, para que consigamos de facto, facilitar a aprendizagem. Deu-me um gozo tremendo pensar nisto de forma prática, respondendo ao fórum obrigatório em questão e perceber que não é assim tão difícil, se tivermos em conta os âmbitos e seus níveis de complexidade!

Além disto, gostaria de salientar mais algumas coisas que me agradaram particularmente:

o enfatizar que a eficácia do ensino deve ser avaliada com base na qualidade da aprendizagem dos alunos – eu concordo em absoluto;
a distinção que é feita entre os métodos de ensino e a função do mesmo – podemos facilmente, distraírmo-nos com as formas de ensinar e perder o foco/função, que é prioritária: levar alguém a aprender. Cito: “A actividade desenvolvida na aprendizagem nunca é um fim em si mesma, mas sempre um meio para se atingir um fim.” (H. Hendricks);
lembrarmo-nos que no ensino temos 2 opções, que podemos usar separadamente ou em simultâneo: lidar com o pecado (promovendo restauração, reconciliação e vida) ou com as situações naturais que precisam ser desenvolvidas (amadurecer);
conhecer as características pessoais e sociais de cada faixa etária, também é muito proveitoso, porque ajuda-nos a sermos mais objectivos e relevantes no ensino.
Continuo na expetativa daquilo que nos reserva o Módulo 2!

Cristina Soares